hegemonia

Formas de dominação e exploração do trabalho: notas sobre um aspecto (central) da crise brasileira

20 de abril de 2015

Marcelo Badaró Mattos Há uma crise política no Brasil hoje. Ela tem relações com a fase atual da crise capitalista, em suas manifestações mais diretas na economia brasileira, no período recente. Não quero aqui priorizar a análise dos contornos dessa crise política, nem tampouco desprezar que sua dinâmica possui uma autonomia relativa em relação à crise capitalista e é difícil prever com consistência os desdobramentos mais propriamente políticos da conjuntura. No entanto, [...]

Hegemonia e crise: noções básicas para entender a situação brasileira

31 de março de 2015

Alvaro Bianchi e Ruy Braga A presente situação política no Brasil pode ser caracterizada como uma crise da forma restrita que a hegemonia das classes dominantes adquiriu no Brasil. Em diversos artigos, caracterizamos a forma presente da hegemonia como uma “revolução passiva à brasileira”, ou seja, um processo de atualização gradual do capitalismo por meio de reformas promovidas diretamente pelo Estado, o qual parecia se destacar de suas bases sociais para melhor realizar sua [...]

É o fim de um ciclo político no Brasil?

10 de fevereiro de 2014

Daniela Mussi e Alvaro Bianchi É o fim de um ciclo político no Brasil? A resposta a esta pergunta deve conter certa ambiguidade dado o caráter inconcluso da situação presente. É possível dizer, tal como na música do compositor brasileiro Vital Farias: é o começo do fim ou o fim. Para tornar a resposta a esta pergunta mais clara, é necessário apresentar três conceitos inspirados nas ideias de Antonio Gramsci que estão na base do argumento que será aqui apresentado: classismo [...]

A liderança norte-americana no sistema internacional de Estados está ameaçada pela China?

8 de fevereiro de 2013

Valério Arcary “o argumento principal deste trabalho foi que o impasse de acumulação da atual fase B diferentemente da fase B do final do século XIX, não apresenta nenhuma solução capitalista óbvia.  Certamente, a atual fase B se transformará, mais cedo ou mais tarde, em uma nova fase A (…) mas a acumulação capitalista pode estar se aproximando de seus limites históricos. O próximo Kondratiev bem poderia ser o último” [1] A interpretação da época histórica [...]
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