dialética

Marx e a crítica da autonomia da consciência

24 de fevereiro de 2016

Ana Godoi  |   “Contudo, os processos que ocorrem na consciência das massas não são nem autônomos nem independentes. Independente da ira dos idealistas e ecléticos, a consciência é, todavia, determinada pelas circunstâncias. Nas condições históricas que formaram a Rússia, sua economia, suas classes, seu Estado, na ação de outros estados sobre ela, devemos ser capazes de encontrar as premissas tanto da Revolução de Fevereiro quanto da de Outubro, que a substituiu. [...]

As categorias fenômeno-essência na explicitação do Capital

3 de fevereiro de 2016

Frederico Costa  |   O fenômeno não é radicalmente diferente da essência, e a essência não é  uma realidade pertencente a uma ordem diversa da do fenômeno[…]  Captar o fenômeno de determinada coisa significa indagar e descrever como a coisa em si se manifesta naquele fenômeno, e como ao mesmo tempo nele se esconde. Compreender o fenômeno é atingir a essência. Karel Kosik   O senso comum, sob a divisão do trabalho típica do regime capitalista, procura [...]

Breve Mensagem aos Curingas e Não-Curingas: «De Brecht a Boal», Ou Em Busca De Um Teatro Épico e Dialético

9 de dezembro de 2015

Por Iná Camargo Costa(*) (*)Com Simone Do Prado, Valerio Arcary e Betto della Santa, sim, por que nós os socialistas marxistas preferimos jogar em equipes. Para Cecilia Thumim Boal, com carinho e admiração, e a toda a equipe do Instituto Augusto Boal, em respeito e solidariedade. Nota de Esclarecimento do Blog CONVERGÊNCIA: O “Sistema-Curinga” foi uma inovação estético-política de Augusto Boal no Teatro de Arena que, na invenção do Teatro do Oprimido, iria desempenhar um [...]

Reflexões sobre a natureza dialética do Direito

30 de novembro de 2015

Vinicius Lima da Silva Nestas anotações preliminares iremos tentar, a titulo de esboço, trabalhar a ideia de que o Direito possui uma natureza dialética, a qual reside no imbricamento entre forma e conteúdo, onde a forma jurídica deriva necessariamente da reprodução capitalista e seu conteúdo determinado pelo que chamaremos de cristalização de relações de poder. A dinâmica da luta de classes cristaliza relações de poder que penetram a forma jurídica, dando-lhe conteúdo [...]

Que horas são em «Que Horas Ela Volta?» | Cultura e Política • 2015

11 de outubro de 2015

Betto della Santa | «Que Horas Ela Volta?» (QHEV), filme de Anna Muylaert – escalado pelo MinC para representar o Brasil no Oscar 2016 –, se impôs à agenda do debate sobre cultura e política no país. Por uma série de razões e sentidos, que escapam a esquemas unilaterais e explicações fáceis, o longa-metragem conquistou um lugar entre as audiências mais amplas, a crítica de arte e o próprio aparelho cinematográfico. Dificilmente se perfila a interpretações apressadas — [...]

Desenvolvimento, progresso e o marxismo de Marx

13 de setembro de 2015

Patrick Galba de Paula   Potest igitur homo humanus deus atque deus humaniter,  potest esse humanus angelus, humana bestia, humanus leo aut ursus,  aut aliud quod-cumque (Pode, portanto, um homem, o deus humano homem e Deus é humano, ele pode ser o anjo do homem, a besta humana, o leão humano ou um urso, ou qualquer coisa que, e quando, consiga). Nicolau de Cusa, cardeal católico e filósofo renascentista (1401-1464), apud Kosik (1986, p. 218).   Em agosto de 2013 ocorreu [...]

Sobre o trabalho teórico

9 de fevereiro de 2015

Alvaro Bianchi “Mas, meu senhor, afinal, decifrar a Bíblia é da competência dos teólogos da Santa Igreja, ou não?” (Bertold Brecht, A vida de Galileu.) Para um marxismo que se deseja profano a teoria não pode estar subordinada à prática. A sujeição aos ditames da prática implicou sempre na instrumentalização e no empobrecimento de todo conhecimento. Transformada em uma ferramenta para uso imediato a teoria rapidamente se converte em justificativa de ações políticas [...]

Por um marxismo profano

24 de janeiro de 2015

Alvaro Bianchi Certa feita, Jean-Paul Sartre afirmou que o marxismo era a filosofia insuperável de nossa época. Ao afirmar isso registrou o caráter histórico do marxismo, o qual era o ponto de culminância e a negação do pensamento filosófico precedente. A afirmação registrava, ao mesmo tempo, a finitude dessa forma de pensamento, cuja existência encontra-se condenada ao quadro social que ele procurou explicar. Ao reconhecer sua própria finitude, o marxismo assumiu-se como um [...]

Historia da Revolução Russa: Trotsky como historiador

24 de março de 2013

Alvaro Bianchi A concepção antideterminista e antidogmática da história desenvolvida por Trotsky e sua rejeição de todo automatismo economicista mostra seu vigor em sua História da revolução russa, obra que  que constitui sua contribuição mais importante para a teoria marxista. Já o prefácio do livro anuncia um ambicioso projeto historiográfico que se coloca no entroncamento histórico de múltiplas temporalidades, na revolução: “a história da revolução é pra nós, [...]

Trotsky para o século XXI

9 de março de 2013

Alvaro Bianchi Qual é a contribuição que o pensamento de Trotsky pode dar para uma renovação teórica e política do marxismo? Passados 72 anos de seu assassinato, e é esta data o que nos provoca a reflexão, a pergunta faz sentido e poderia, até mesmo assumir a seguinte forma provocativa: o pensamento de Trotsky tem alguma contribuição a dar para a teoria dos movimentos sociais revolucionários do século XXI? A resposta é, do nosso ponto de vista afirmativa, se compreendermos seu [...]
1 2
[email protected] [email protected]