«Vote for Socialism in 1956» (ou notas sobre o trotskismo norteamericano no terreno eleitoral em 1948, 1952 e 1956)

Daniel Solon  |

“O tradicional sistema bipartidário dos EUA serviu muito bem aos períodos de normalidade. As classes dirigentes não poderiam pedir algo melhor […]. Mas o agravamento da crise que podemos observar à nossa frente pode sacudir toda a situação política norteamericana.” (James P. Cannon.)

Pelo noticiário e pelas redes acompanhamos às prévias presidenciais da campanha eleitoral nos Estados Unidos. E como estamos acostumados, apenas dois partidos têm visibilidade na mídia, que trata o tema como um verdadeiro espetáculo.  No entanto, há uma pequena novidade no ar. O aumento da popularidade de quem é o preferido da extrema-direita norteamericana, o megaempresário Donald Trump (Partido Republicano) e, entre os Democratas, a forte campanha de Bernie Sanders (que se autointitula “socialista”, mesmo sem apresentar um perfil claramente anticapitalista), acabam tornando o processo eleitoral nos EUA mais peculiar e atrativo. Não é pouco o entusiasmo de grande parcela da esquerda mundial pelos últimos acontecimentos do todo-poderoso terreno eleitoral estadunidense.

Na verdade, ainda nem sabemos ao certo se Trump e/ou Sanders serão mesmo os representantes dos maiores partidos capitalistas dos EUA na corrida presidencial propriamente dita. Dentro da “normalidade” do que é observar a recorrente falsa polarização, Republicanos versus Democratas, ainda soa bastante distante qualquer perspectiva para uma campanha presidencial com a presença de um partido revolucionário que apresente um programa nitidamente classista e socialista ao conjunto da classe trabalhadora e da juventude norteamericanas. Essa alternativa eleitoral realmente não existe nos EUA de hoje. Mas foi naquele mesmo país, nos anos 1940, que os principais pioneiros da militância de esquerda da tradição trotskista tiveram as suas primeiras experiências políticas, ousadas e inovadoras, no terreno eleitoral. As campanhas trotskistas nas eleições presidenciais de 1948, 1952 e 1956 nos EUA são uma verdadeira inspiração. Senão, vejamos.

O SWP de então, o Socialist Workers Party ou Partido Socialista dos Trabalhadores, foi a organização revolucionária de cariz trotskista que fez as primeiras experiências eleitorais nos EUA desta corrente mundial. O SWP foi a maior e mais forte seção da Quarta Internacional nos anos 40, e teve o acompanhamento cuidadoso e atentivo de Leon Trotsky antes mesmo deste partido se legalizar. A Quarta Internacional era a alternativa política de direção mundial criada por Trotsky, juntamente a outros revolucionários de diversos países, em contraposição à Terceira Internacional, politicamente degenerada pela burocratização stalinista. Oficializado em 1938, e fortemente enraizado nos grupos operários dos EUA, o SWP passou a disputar a campanha eleitoral nos EUA apenas 10 anos depois.

Coube a Farrell Dobbs, um dos líderes de poderosa greve de caminhoneiros de Minneapolis, a tarefa de ser o primeiro candidato a presidente dos Estados Unidos por uma corrente trotskista, em 1948. A greve vitoriosa de 1934, que sacudiu o país, deu grande visibilidade aos trotskistas norteamericanos que durante anos amargavam o isolamento, e a política de calúnia dos stalinistas do Partido Comunista (PCUS), organização de onde saíram os principais quadros para a futura construção da Quarta, como ressaltava J. P. Cannon, o mais importante dirigente trotskista nos EUA:

Uma coisa importante para recordar é que nosso moderno movimento trotskista se originou no Partido Comunista e não em outro lugar. Apesar dos aspectos negativos do Partido nesses anos, apesar de suas debilidades, sua crueza, suas doenças infantis, seus erros; qualquer coisa que se diga retrospectivamente sobre as lutas fracionais e sua eventual degeneração; qualquer coisa que se diga sobre a degeneração do PC neste país — deve-se antes reconhecer que do Partido Comunista surgiram as forças para a regeneração do movimento revolucionário. Que do PC nos Estados Unidos surgiu o núcleo da Quarta Internacional neste país.[1]

A vice de Farrell Dobbs foi Grace Carlson. Ela se deslocou do meio acadêmico para a militância no SWP junto aos movimentos reivindicatórios dos negros e dos imigrantes. O histórico dos candidatos reforçava o caráter subversivo e antissistêmico da campanha do SWP. Além de serem reconhecidos lutadores, Farrell Dobbs e Grace Carlson, em 31 de dezembro de 1943, iniciaram a cumprir pena de um ano e quatro meses de prisão, juntamente com 16 camaradas do SWP, incluindo o dirigente J. Cannon, e líderes sindicais do Sindicato dos Caminhoneiros de Minneapolis. O crime dos 18? Eles fizeram ativa campanha contra a participação dos EUA na Segunda Grande Guerra.

Tal postura foi enquadrada como conspiração contra o governo, de acordo com o “Smith Act”, lei bastante utilizada para reprimir e tentar intimidar ativistas de esquerda. Na denúncia ao conflito mundial, o SWP afirmava que aquela era uma guerra imperialista “por lucros” e não por “liberdade”, “democracia” e/ou “contra o fascismo”, como afirmava o governo.

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Figura 1 – Capa de brochura contendo os discursos dos candidatos do SWP à presidência dos EUA, em 1948

Nas campanhas eleitorais seguintes (1952, 1956 e 1960), Farrell teve como vice a ativista Myra Tanner Weiss, também ligada às lutas da classe trabalhadora norteamericana e em defesa dos imigrantes (mexicanos, japoneses etc.) contra o racismo e contra o antissemitismo.

Mas como se apresentava o SWP nas eleições burguesas, no maior e mais forte país capitalista do mundo? Os discursos[2] (Figura 1) da campanha de 1948 veiculados em rede nacional de rádio, o mais forte meio de comunicação de massa até então, mostravam um SWP atento às principais questões internacionais e nacionais.  Eram programas de rádio contundentes na denúncia do imperialismo norteamericano, na crítica da burocracia stalinista na URSS, e em defesa de um programa de governo socialista, para atendimento das reivindicações da classe trabalhadora.

A ênfase dada à luta do povo negro – extremamente humilhado naquele momento, tidos como “cidadãos de segunda classe” – mostrava que o debate do SWP com Trotsky a respeito do tema havia surtido efeito. Candidaturas negras ao Congresso, como a de William E. Bohannan, buscavam dialogar diretamente com o setor étnico mais explorado da classe trabalhadora, através de cartilhas como «Uma Carta Aos Negros Norteamericanos»[3] (Figura 2), trazendo para o centro do debate a questão de classe e a necessidade de lutar unificadamente contra a opressão e pelo socialismo. Bohannan era membro da NAACP, «National Association for Advancing of Colored People», importante organização da luta pelos direitos civis e contra a segregação racial. Ele alertava que direitos não se concedem, mas se conquistam. O manifesto também combatia as pressões pelo chamado “voto útil”:

Há aqueles que dirão a você que votar no Partido Socialista dos Trabalhadores é desperdiçar seu voto porque o SWP não tem possibilidade de vencer em 1948. Este argumento é falso desde a raiz. A forma de desperdiçar seu voto é dá-lo a um candidato que é abertamente ou secretamente um amigo do sistema Jim Crow, quer ele ganhe ou não. A forma de usar seu voto mais efetivamente é lançá-lo para o candidato que representa o programa que você quer ver posto em ação, quer ele vença esta vez ou não[4].

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Figura 2 – A letter to American Negroes, p.14

Ressalte-se que além do documento citado em anos anteriores o SWP publicara outros materiais especialmente voltados à luta contra a opressão ao povo negro. Publicações como «A Pratical Program To Kill Jim Crow»[5] (Figuras 3 e 4), de Charles Jackson, e «Vigilante Terror in Fontana[6] (Figura 5), assinado por Myra Weiss, faziam parte do arsenal do SWP para denunciar o racismo do Estado contra o povo negro e a violência racista cometida cotidianamente no país, além de atrair trabalhadores negros e negras para a auto-organização dentro do partido revolucionário.

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Figura 3 – Capa de cartilha do SWP chamando a luta unitária dos trabalhadores contra a opressão racista e contra o capitalismo

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Figura 4 – Ao final da pág.13 lê-se: “Compreendendo apenas uma pequena minoria das pessoas, os governantes capitalistas, a fim de salvar suas próprias peles, querem manter os trabalhadores constantemente lutando uns contra os outros”,  dizia a publicação do SWP[7]. Note-se, na ilustração, o capitalista insatisfeito com a unidade dos trabalhadores brancos e negros

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Figura 5 – Publicação do SWP denuncia assassinato de família, vítima de grupo racista, em 1946

O jornal estadunidense The Militant (Figura 6), periódico semanal do SWP, era a principal arma política do partido revolucionário e fortalecia a atuação dos trotskistas em momentos de disputa eleitoral. Longe de ser um tema abordado apenas no calendário eleitoral, a questão negra tinha espaço fixo nas edições do The Militant. A coluna «The Negro Struggle» abordava a opressão racista em diferentes aspectos (salários, preconceito, perseguição policial, a legislação segregacionista “Jim Crow” que separava lugares para brancos e “pessoas de cor”) e a necessidade de unificar trabalhadores negros e brancos em ações de massa contra a crescente violência racista e a necessidade do socialismo.

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Figura 6 – Capa: plataforma eleitoral do SWP em 1952; unidade dos trabalhadores contra o racismo, balanço de greve operária; charge crítica aos candidatos burgueses; crítica ao stalinismo

Junto com a defesa por direitos civis, um dos temas bastante tocados durante a campanha de 1952 era a denúncia do processo de instalação de um Estado Policial nos EUA, com diversos ataques a liberdades democráticas na época da «Caça às Bruxas» e contra a guerra. Havia um grande temor sobre novo conflito mundial, envolvendo desta vez China e URSS.

É óbvio que os trotskistas do SWP sofreram conseqüências diversas devido a sua atuação prioritária de agitação e propaganda junto ao setor operário e as lutas em curso e não apenas nas eleições, questão meramente tática para o trotskismo mundial: demissões, investigações policiais, tentativas de intimidação, repressão policial, prisões, tudo isso na “maior democracia do mundo”. As baixas aconteciam entre as principais figuras públicas do partido, o que reforçava a política do SWP de continuar denunciando as restrições democráticas crescentes no país. Grace Carlson, por exemplo, que foi a candidata a vicepresidente do SWP em 1948 – e que já havia aceitado novamente a tarefa para a campanha de 1952 – rompeu com o partido pouco antes da oficialização da chapa alegando conflitos ideológicos da organização trotskista e a da Igreja Católica.

A decisão de Grace Carlson parece ter tomado os militantes de surpresa, incluindo os principais dirigentes.  James P. Cannon, à época Secretário Geral do SWP, utilizou espaço no The Militant para escrever sobre “Como ganhamos Grace Carlson e como a perdemos”.  O artigo deixava explícito que problemas materiais tiveram grande peso, além da questão religiosa pessoal de Grace. Após 16 anos de militância intensa e honesta que a fizeram sair de um quadro financeiro confortável para uma situação de dificuldades em conseguir emprego, Grace Carlson cedia às perseguições machartistas:

Grace Carlson é uma vítima, em geral, da atmosfera reacionária, e em particular, da caça às bruxas. A súbita ação dela em sair do numericamente pequeno e perseguido Socialist Workers Party para santuário na rica e poderosa Igreja Católica é apenas o efeito final de muitos sucessivos golpes de perseguição, empobrecimento e discriminação que tinham sido infligidos sobre ela durante o longo tempo que ela lutou ao lado dos pobres pelo grande ideal do socialismo. [8]

Era exatamente este o cenário nada democrático que o SWP atravessou nas eleições presidenciais entre 1948 e 1956: um período marcado por legislações reacionárias que já havia levado vários militantes aos presídios por fazerem oposição à política belicista do governo norteamericano («Smith Act»), pela “Caça às Bruxas” que colocou Grace Carlson e tantos outros na lista do machartismo, e pela violência crescente de grupos fascistas como Ku Klux Klan contra negros e imigrantes. Mas para o restante do mundo, o imperialismo hegemônico vendia a imagem de um paraíso democrático, do American Way of Life, enquanto estimulava-se o nacionalismo exacerbado nos assuntos domésticos.

Um programa eleitoral socialista no coração do império

A capa do manifesto eleitoral do SWP de 1956[9] (Figura 7) trazia um trabalhador “varrendo” os candidatos patronais do Partido Republicano e do Partido Democrata, imagem publicística bastante conhecida da Rússia soviética O primeiro ponto em destaque no manifesto evidenciava o caráter internacionalista do SWP. A plataforma eleitoral do partido defendia o reconhecimento do governo revolucionário da China (algo que também havia sido defendido na campanha de 1952). Advogava a retirada imediata de todas as tropas norte-americanas de qualquer país ou território; a defesa e apoio da luta dos trabalhadores de outros países pela derrubada revolucionária da burguesia e da criação de governos da classe trabalhadora, com a implantação de economias planificadas. Também fazia parte do manifesto eleitoral de 1956 o apoio a uma esperada luta do povo soviético por uma revolução política para varrer o stalinismo, em defesa da democracia operária, e a denúncia contra o Kremlin em dar continuidade à política de Stalin de “coexistência pacífica” com os distintos imperialismos, que lançava os partidos comunistas em vários países em alianças com os capitalistas.

Orientado pelo Programa de Transição[10], o SWP usava o espaço eleitoral para defender a estatização dos bancos e das grandes empresas. Defendia o acesso da juventude à universidadee a redução de jornada de trabalho para 30h sem redução salarial. Ainda dentro da plataforma eleitoral, o SWP enfatizava a necessidade de garantir aumento substantivo dos salários, ampla liberdade de sindicalização, direito à previdência social e ampliação direitos às mulheres como creches públicas como parte da política para livrá-las; salário igual para trabalho igual entre homens e mulheres). O fim de qualquer segregação racial, políticas de apoio creditício aos pequenos agricultores e um governo de trabalhadores do campo e da cidade compunham suas bandeiras.

Tal programa pôde ser defendido – da forma como foi – devido à resolução do SWP em não ceder à pressão por frentes eleitorais com outras organizações da esquerda norteamericana à época, como o Workers Party. Havia muitos desacordos importantes com as demais correntes, destacadamente em nível internacional. No que se refere ao calendário eleitoral, a candidatura própria era a melhor tática segundo o SWP, naquele momento histórico e político particular, para construir e organizar o partido entre a maioria da população.

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Figura 7 – Capa do Manifesto de 1956

Para buscar o envolvimento dos trabalhadores e da juventude na campanha eleitoral o SWP fazia a coleta de assinaturas de apoiadores. O manifesto de 1956 explicava que, ao contrário dos partidos dos capitalistas, com campanhas bilionárias financiadas por grandes grupos empresariais como Morgan, Rockefeller e Dupont, o SWP fazia a campanha com doações voluntárias dos trabalhadores, com poucos dólares, sem qualquer apoio de empresas. A ficha de apoio à campanha eleitoral apresentava formas de contribuição voluntária com a campanha (doação, participação em atividades, recebimento de material explicativo das propostas) e um chamado à construção do partido (Figura 8).

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Figura 8 – Formas de participação na campanha eleitoral do SWP

As campanhas dos candidatos do SWP de 1948 a 1956 estavam a serviço das lutas da classe trabalhadora e setores oprimidos, levantando firme a bandeira do socialismo e da revolução mundial. Sem dúvida, foram importantíssimas experiências eleitorais protagonizadas pelo SWP àquela hora histórica, ainda que o pequeno número de votos denotasse a pouca audiência de massas para o programa apresentado pelo partido.  Em 1948, foram obtidos 13.614 votos. Em 1956, 10.312 votos. Na campanha de 1956, 7.797 votos.

Já em 1960, foram 60.166 votos.  O partido havia sobrevivido ao machartismo, movimento este cada vez mais enfraquecido, e as lutas sociais do movimento negro se intensificavam. O SWP estava cada vez mais oxigenado, com o aumento da militância política e grande agitação entre a juventude. A revolução cubana de 1959 estava no centro dos debates em todo o mundo. Nas páginas do The Militant lia-se o desafio feito por Dobbs, para um debate público com o candidato J.F Kennedy sobre o governo de Cuba, ilha considerada pelo democrata como um satélite da URSS. Os tempos eram outros. E o regime político de Fidel Castro passou a ser um elemento importante nas crises que viriam atingir o SWP e a jovem Quarta Internacional. Mas isso já é assunto para uma outra ocasião.

Notas:

[1] Cannon, J.P.  A história do trotskismo norte-americano. 1942. Disponível em https://www.marxists.org/portugues/cannon/1942/historia/cap01.htm . Último acesso em 5 de fevereiro de 2016.

[2] The Voice of socialism: Radio speeches by the Socialist Workers Party candidates in the 1948 election. Piooner Publishers. Disponível em http://ucf.digital.flvc.org/islandora/object/ucf%3A4935 . Último acesso em 7 de fevereiro de 2016.

[3] BOHANNAN, W. E. A letter to American Negroes. New York, N.Y: Pioneer Publishers, 1948. Disponível em https://www.marxists.org/history/etol/document/swp-us/pamphlets/1948-letter-to-american-negroes.pdf Acesso em 08 Fev 2016.

[4] Idem, p. 14 e 15, tradução nossa.

[5] JACKSON, C. A pratical program to kill Jim Crow. New York, N.Y: Pioneer Publishers, 1945. Disponível em http://purl.flvc.org/FCLA/DT/2072202 Acesso em 08 Fev 2016.

[6] WEISS, Myra Tanner (org). Vigilante terror in Fontana. Los Angeles. Pioneer Publishers, 1946. Sobre o assassinato de quatro pessoas de uma família negra, em incêndio provocado por grupo fascista tal qual o Klu Klux Klan, em 1946. Disponível em https://www.marxists.org/history/etol/document/swp-us/pamphlets/1946-vigilante-terror-in-fontana.pdf . Último acesso em 8 de fevereiro de 2016.

[7] JACKSON, ,op. cit, p.13.  Acesso em 08 Fev 2016.

[8] CANNON, J.P . How we won Grace Carlson and how we lost her. In: The Militant, Vol. 16, n° 27, p.4, 07/07/1952, New York, N.Y. Disponível em  https://www.marxists.org/history/etol/newspape/themilitant/1952/v16n27-jul-07-1952-mil.pdf . Último acesso em 9 de fevereiro de 2016.

[9] PARTY, S. W. Vote for socialism in 1956. Disponível em: http://ucf.digital.flvc.org/islandora/object/ucf%3A4934. Último acesso em 7 de fevereiro de 2016.

[10] TROTSKY, Leon. O programa de transição para a revolução socialista. São Paulo: Editora Sundermann, 2008.

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