Nosso verbo é lutar: Somos todos palestinos – Poesia contra a opressão

Waldo Mermelstein.

A luta palestina vem de longe. O blog convergência sempre se colocou incondicionalmente a favor da justa causa de um povo despojado de sua terra há 68 anos e que resiste teimosamente ao colonizador sionista. Acabamos de passar mais um aniversario daquela funesta data de 29 de novembro de 1947, em que a ONU aprovou a criação da partilha da Palestina, contra a opinião de dois terços de sua população.

Por isso, nos parece muito adequado divulgarmos um livro que combina poesia com esse combate político, editado pelo médico infectologista pediátrico e militante da causa palestina Yasser Jamil Fayad e que começa com uma coletânea de poemas do autor.

O livro contém também fotos da Nakba (catástrofe) palestina, que foi a limpeza étnica realizada pelos sionistas em 1947-8 e de movimentos que resistiram desde aquela época até a primeira Intifada, em 1987.

Destacamos que ao final há textos de Ghassan Kanafani, escritor e dirigente da Frente Popular para a Libertação da Palestina, que foi assassinado pelo serviço secreto israelense em Beirute, em 1972.

O blog convergência aproveita para convidar outros autores de livros marxistas e (ou) vinculados à luta pela emancipação humana, anti-imperialista, anti-capitalista, contra as diversas formas de opressão e em defesa da libertação dos povos, a que enviem apresentações de suas obras (como a enviada pelo autor que transcrevemos abaixo) para divulgarmos por aqui.

Boa leitura!

“Nosso verbo é lutar: Somos todos palestinos.”

Há mais de 60 anos o povo palestino luta e resiste ao processo de colonização europeia sionista em suas terras. Em todas as formas de expressões desse movimento palestino anticolonialista esteve sempre presente a forma artística da poesia. Isso porque ela possui uma brilhante, longa e sólida posição na cultura árabe, tradicionalmente oral, mas também escrita e por ser uma das formas privilegiadas de reflexão e apropriação popular da cultura de Por isso é comum vermos pessoas do povo declamando poesias de luta e resistência escritas desde a Nakba (A grande catástrofe de 1948). Não é menos significativo o registro que um dos traços marcantes e comuns das políticas de colonização sempre foi a destruição da cultura do colonizado; nesse aspecto o assassinato e prisão de poetas palestinos traduzem a relevância desses para a resistência e a cultura palestina e árabe.

Os poemas desse livro fazem justiça ao longo percurso de lutas do povo palestino e à tradição literária de combate da poesia desse heroico povo. Mais do que isso, assumem integralmente o posicionamento em favor e como parte atuante desta mesma luta, que articula vários substratos temáticos:

I. A luta contra o Imperialismo.

II. A luta contra o Colonialismo.

III. A luta contra o racismo e a segregação étnica.

IV. A luta pela terra e seus recursos.

V. A luta pela autodeterminação de uma identidade étnica própria.

VI. A luta contras as elites locais subservientes (burguesias locais

VII. A luta pelos direitos humanos.

VIII. A luta por um novo modelo societário para Palestina.

A decisão pelo formato de poemas, mesmo com as limitações que essa forma literária impõe à redação, é de abrir a possibilidade atrativa do diálogo entre literatura e política fazendo com que a forma literária da poesia torne-se mais convidativa a esse conteúdo tão sério como é a causa palestina.

O livro está separado em cinco capítulos:

I. Elucidando a causa: contém um poema extenso com o objetivo de explicar os principais movimentos e a essência do fenômeno de colonização sionista, assim como, dar apontamentos de sua antítese à luta de libertação palestina.

II. Só a luta liberta: contém um conjunto de poemas curtos com o objetivo de exporem o extenso panorama da luta de libertação

III. Um povo que luta: fotos que incluem imagens da Nakba; movimentos e lideranças palestinas de resistência à colonização; lideranças anticolonialistas em apoio à causa palestina; primeira Intifada 1987; todos na luta contra a colonização; arte e luta.

IV. Cenas da luta palestina: poemas que condensam cenas da vida

V. Voz que não se cala: homenagem que contém foto, nota bibliográfica e textos de Ghassan Kanafani, que sintetizam a tomada de posição e luta da geração pós-67.

O autor do livro é o médico infectologista pediátrico e militante da causa palestina Yasser Jamil Fayad.

2 Comentários em Nosso verbo é lutar: Somos todos palestinos – Poesia contra a opressão

  1. No calor da luta dos oprimidos, enfrentamos um inimigo destruidor. A ignorancia opcional de muitos idiotas sem ao menos refletir sobre a condiçao dos irmaos palestinos. Preferem vomitar tolices dizendo que por causa de religiao. O massacre do povo palestino nao passara impune. Nosso verbo e lutar

  2. A poesia expressando a dor de um povo milenar… um livro recomendado para todos, militantes ou não.

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