Lançamento de “A política do precariado”, de Ruy Braga

A Boitempo Editorial lança em novembro de 2012 o novo livro de Ruy Braga, “A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista”, novo título da Coleção Mundo do Trabalho (coordenada por Ricardo Antunes).

Serão dois eventos em São Paulo: noite de autógrafos no bar Canto Madalena na terça-feira 27 de novembro e debate na USP na quinta-feira 29, com a presença de André Singer e Ricardo Musse.

Programação

Noite de autógrafos de “A política do precariado”

Terça-feira | 27 de novembro de 2012 | às 19h (horário a confirmar)

Canto Madalena | Rua Medeiros de Albuquerque, 471

Pinheiros — São Paulo (SP)

Debate de lançamento de “A política do precariado”

com Ruy Braga, André Singer e Ricardo Musse

Quinta-feira | 29 de novembro de 2012 | às 17h30 (a confirmar)

FFLCH/USP | Anfiteatro de Geografia (a confirmar)

Cidade Universitária

Sobre o livro

Em “A política do precariado”, Ruy Braga utiliza os instrumentos teóricos da sociologia marxista crítica a fim de propor uma leitura inovadora da historia social do Brasil – do populismo fordista ao atual lulismo hegemônico –, tendo como vetor analítico a “política do precariado”. Definido como o proletariado precarizado, o conceito de “precariado” situa esse grupo como parte integrante da classe trabalhadora, enfatizando a precariedade como dimensão intrínseca do processo de mercantilizaçâo do trabalho. A análise de Ruy Braga procura dar conta tanto dos processos econômicos estruturais (o fordismo periférico, sua crise, a passagem ao pós-fordismo financeirizado) como da dimensão subjetiva do proletariado precarizado (a angústia dos subalternos, a inquietação operária, a pulsão plebeia ou classista dos explorados). Essa atenção à subjetividade do proletariado precarizado, particularmente desenvolvida no capítulo sobre os teleoperadores da indústria do call center, forma atual do precariado brasileiro, é uma das contribuições mais interessantes e originais para a análise da hegemonia lulista. Quando a pulsão plebeia esmiuçada no livro volta a impulsionar a atividade grevista no país, Ruy Braga nos impele a refletir sobre os limites do atual modelo de desenvolvimento brasileiro. Leitura obrigatória para aqueles que desejam entender e transformar o momento presente.

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