Irracionalismo e decadência burguesa

Frederico Costa

O irracionalismo parece ter conquistado um espaço significativo em nossa sociedade como consequência da presente crise do capital. A razão está acuada e perde terreno a cada dia que passa. O real perdeu a coerência. Tudo muda rapidamente, e parece que continuamos no mesmo lugar, o eterno presente dominado pela velocidade da economia de mercado. Qualquer apelo a uma compreensão totalizante do mundo, aparentemente, está fadada ao fracasso. Deverá a razão depor suas armas e se aposentar?

De fato, os alicerces do marxismo são alvo d críticas– o humanismo, o historicismo concreto, a razão dialética e a práxis revolucionária – que tiveram sua pré-história no pensamento progressista burguês, ou seja, quando a burguesia era uma classe ascendente no combate às limitações do mundo feudal.

Tal postura, que decreta, entre outras coisas, o fim das metanarrativas, a falência da razão, a negação do homem, a incapacidade das sínteses totalizantes, a decadência dos sujeitos históricos e das classes sociais, necessita de uma crítica que vá até seus fundamentos teóricos e sociais.

Razão e irracionalismo nos horizontes do mundo burguês 

A razão moderna surge com a crise do mundo medieval, que combinava a agricultura como ramo fundamental da economia e a indústria doméstica como ocupação produtiva auxiliar, sob uma forma de sociabilidade baseada em relações de dependência pessoal, que subordinavam o indivíduo à comunidade através de laços de parentesco ou servidão.

Com o advento da era moderna, isto é, com a generalização das relações mercantis e a consolidação da burguesia como classe dominante, há um salto ontológico no ser social, uma verdadeira ruptura com a herança medieval. Consolida-se a vida urbana, aparecem as nações, a eclosão da Renascença evidencia a uma divulgação mais ampla do saber, a burguesia nascente necessitava dominar os conhecimentos para utilizá-los em seu benefício, quebra-se o monopólio ideológico da Igreja Católica com a Reforma, aumenta o domínio do homem sobre a natureza, a produção e o consumo rompem primeiro as barreiras medievais e depois os limites nacionais, surge o mercado mundial, complexifica-se a divisão social do trabalho, desenvolvem-se de maneira jamais vista as habilidades e capacidades humanas, enquanto os indivíduos rompem com as cadeias da comunidade feudal que determinava seu ser e agir para constituírem-se como pessoas isoladas, atomizadas, sujeitos de direitos e deveres, membros de uma sociedade civil. Esse processo ascendente levou o homem, em suas determinações burguesas.

Esse processo, ascensional e revolucionário, da burguesia se expressou na trajetória que vai dos pensadores renascentistas até Hegel, a qual se caracteriza por um conteúdo progressista orientado na perspectiva de uma racionalidade humanista e dialética. Para a sociabilidade burguesa emergente era necessária a compreensão da realidade como uma totalidade racional, capaz de ser conhecida e dominada pela razão humana:

“Desde a teoria de Galileu de que a natureza é um livro escrito em linguagem matemática até o princípio hegeliano da razão na história, estende-se uma linha que – apesar de suas sinuosidades – afirma claramente a subordinação da realidade a um sistema de leis racionais, capazes de serem integralmente apreendidas pelo nosso pensamento” (COUTINHO, 1972: 08).

Não é por acaso, portanto, que a forma mais desenvolvida da dialética idealista, ou seja, da racionalidade progressiva burguesa, está intimamente vinculada à Revolução Francesa, em suas consequências sociais e políticas. Para Lukács:

“O caráter histórico desta dialética, cujos grandes precursores foram Vico e Herder, só cobrou sua expressão metodologicamente consciente e logicamente desenvolvida depois da Revolução Francesa, sobretudo a dialética hegeliana. O que se ventila aqui é a necessidade de uma defesa e um desenvolvimento históricos da ideia do progresso, que vai consideravelmente muito além do pensamento da Ilustração” (1976: 06).

 

Com a filosofia de Hegel a trajetória ascendente do pensamento burguês chega ao máximo, por sintetizar em toda sua riqueza de determinações as categorias essenciais da tradição progressista da modernidade, uma conquista da humanidade para o conhecimento do real e para sua integração enquanto comunidade:

“o humanismo, a teoria de que o homem é um produto de sua própria atividade, de sua história coletiva; o historicismo concreto, ou seja, a afirmação do caráter ontologicamente histórico da realidade, com a consequente defesa do progresso e do melhoramento da espécie humana; e, finalmente, a Razão dialética, em seu duplo aspecto, isto é, o de uma racionalidade objetiva imanente ao desenvolvimento da realidade (que se apresenta sob a forma da unidade dos contrários), e aquele das categorias capazes de apreender subjetivamente essa racionalidade objetiva, categorias que englobam, superando, as provenientes do ‘saber imediato’ (intuição) e do ‘entendimento’ (intelecto analítico)” (COUTINHO, 1972: 14-15).

Por isso, a crise e dissolução do pensamento hegeliano, ou seja, a ruptura com esse legado histórico, significa um ponto de inflexão para o empobrecimento e decadência do pensamento burguês. Enquanto o desenvolvimento crítico da tradição progressista da modernidade – “pôr a dialética hegeliana de cabeça para cima” – pelo marxismo representa uma tomada de consciência do proletariado de seu papel na luta pela emancipação humana, a sociabilidade comunista.

A sociabilidade moderna trazia em si uma contradição. Ao mesmo tempo, que estilhaçava as amarras feudais ao desenvolvimento das capacidades humanas, a sociabilidade capitalista produzia novas cadeias. A generalização das relações de compra e venda demoliu tudo o que era aparentemente permanente e eterno, destruindo quaisquer valores éticos, morais ou estéticos e transformando-os em relações coisificadas, subordinadas à lógica do valor de troca e da exploração capitalista. MARX e ENGELS registraram de forma magistral esse movimento da sociabilidade burguesa nas páginas do Manifesto Comunista de 1848:

“Onde quer que tenha conquistado o poder, a burguesia destruiu as relações feudais, patriarcais e idílicas. Rasgou todos os complexos e variados laços que prendiam o homem feudal a seus “superiores naturais”, para só deixar subsistir, de homem para homem, o laço do frio interesse, as duras exigências do ‘pagamento à vista’. Afogou os fervores sagrados da exaltação religiosa, do entusiasmo cavalheiresco, do sentimentalismo pequeno-burguês nas águas geladas do cálculo egoísta. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca; substituiu as numerosas liberdades, conquistadas duramente, por única, por uma única liberdade sem escrúpulos: a do comércio. Em uma palavra, em lugar da exploração dissimulada por ilusões religiosas e políticas, a burguesia colocou uma exploração aberta, direta despudorada e brutal” (1998:42).

Enquanto terçava armas contra a reação feudal tais contradições estavam subordinadas à contradição principal burguesia versus aristocracia. Porém, quanto mais a burguesia consolidada seu poder e as relações capitalistas avançam hegemonicamente, a nova classe dominante flexiona para um acordo de boas relações com os poderes derrotados do passado. Pois, surge um novo sujeito histórico, o proletariado e a luta de classes socialista.

Inicia-se o período da decadência ideológica da burguesia, especialmente, no aspecto teórico, na Alemanha da década de quarenta do século XIX, com a crise e dissolução do hegelianismo, a última grande filosofia da sociedade burguesa. Tal conceito, de decadência ideológica da burguesia, em nosso entender, foi um dos resgates mais importantes da obra marxiana realizado pelas pesquisas de Lukács na década de trinta.

Marx ao estudar o desenvolvimento histórico da economia clássica identificou o movimento objetivo de transformação da ciência burguesa em apologética.

“A burguesia conquistara poder político, na França e na Inglaterra. Daí em diante, a luta de classes adquiriu, prática e teoricamente, formas mais definidas e ameaçadoras. Soou o dobre de finados da ciência econômica burguesa. Não interessava mais saber se este ou aquele teorema era verdadeiro ou não; mais importava saber o que para o capital, era útil ou prejudicial, conveniente ou inconveniente, o que contrariava ou não a ordenação policial. Os pesquisadores desinteressados forma substituídos por espadachins mercenários, a investigação científica imparcial cedeu lugar à consciência deformada e às intenções perversas da apologética” (1987:11).

Nessa afirmação, Lukács vislumbrou o caráter radical da análise marxiana, a qual não se restringia apenas à evolução da economia clássica, pois “… a crítica de Marx abarca sistematicamente a grande mudança ideológica em direção à apologética, em direção à decadência de todo o pensamento burguês” (1986: 20).

Assim, inicia-se o período de liquidação do materialismo e da dialética espontâneos dos representantes da fase ascensional da burguesia. Destaca-se cada vez mais a fuga da realidade, o ecletismo, a ideologia “pura”, o jogo dos conflitos formais, a mera reprodução dos fenômenos superficiais, a depravação das conquistas passadas, a oposição dogmática entre vida e teoria, a negação dos problemas centrais da sociabilidade burguesa e do capitalismo, o que representa em última instância o domínio crescente da divisão capitalista do trabalho e a deformação do indivíduo:

“A divisão capitalista do trabalho se estende, pois, não só sobre os campos de atividade material e intelectual senão que se projeta fundamentalmente na alma de cada pessoa individual e ocasiona nela as deformações mais profundas, que depois afloram em diversas formas nas distintas manifestações ideológicas. O submentimento sem combate a estes efeitos da divisão capitalista, a aceitação sem contradição destas deformações anímicas e morais, e ainda seu aprofundamento e ornamentação pelo pensamento e poesia forma um dos rasgos de caráter mais importantes do período de decadência” (idem, 1986: 32).

A absorção do indivíduo à divisão capitalista do trabalho possui um caráter anti-humano, por dilacerar o homem burguês em uma oposição metafísica entre racionalidade técnica e afetividade ensandecida. O pensamento burguês da decadência torna-se incapaz de superar:

“a oposição entre racionalismo e irracionalismo. A insuperabilidade desta oposição no pensamento burguês procede inclusive do fato de estar tão fundamentalmente arraigado na vida da divisão de trabalho do homem capitalista. O racionalismo cerrado não é certamente mais que a formulação no pensamento dos pequenos fins imediatos da vida profissional capitalista, a filosofia da rodilha na maquinaria, cuja rotação nada tem que ver com um processo conjunto da evolução humana nem com os problemas da vida individual. E em exata restituição complementar, o irracionalismo expressa precisamente aquele total desabamento da vida afetiva do homem, que de nenhuma maneira pode converter em prática social sensata e satisfatória e frente à qual só se encontra a objetividade inerte e incompreendida fetichizada e mitificada, das potências sociais (idem, 1986: 35-36).

Nessa perspectiva torna-se compreensível, por exemplo, a ligação ontológica existente entre o positivismo e o irracionalismo moderno. O primeiro, no seu combate às causas primeiras e na sua centralidade à superficialidade fenomênica do real, é uma capitulação direta às necessidades objetivas da sociedade capitalista.

O segundo, em sua luta contra a dialética e a histórica, mesmo de caráter idealista. É contra as mesmas necessidades, porém impotente, vazia e sem reflexão, ao transpor as características da alienação capitalistas como sendo imanentes ao homem.

Para Lukács, o irracionalismo:

“Consiste, antes de tudo, em que brota sobre a base da produção capitalista e de sua luta de classes específica, primeiro dentro do marco da luta progressiva da classe burguesa contra o feudalismo em torno do Poder e, mais tarde, nas condições de sua luta defensiva e reacionária contra o proletariado” (1976: 84).

Assim, há uma “divisão de trabalho”, no quadro do pensamento burguês, entre as tendências extremas do racionalismo instrumental e do irracionalismo. Nos períodos de reprodução “normal” das condições de produção do capital, quando há uma certa estabilidade social e uma falsa sensação de segurança predominam, no pensamento da decadência burguês as correntes ligadas à “miséria da Razão”: positivismo, neopositivismo, behaviorismo, funcionalismo etc. Em situações de crise, de profunda insegurança, destacam-se as posturas irracionalistas, centradas na “intuição”, na “vida”, na “vontade de poder”, no hedonismo etc.

 

Compreendendo o irracionalismo do pensamento pós-moderno

 O pensamento pós-moderno surgiu dos escombros da aventura estruturalista, que não foi só “uma obra de petulantes acadêmicos, na sua maioria franceses, ativos em ciências sociais, filosofia e humanidades” (MERQUIOR, 1991: 13). Foi a ideologia teórica do período de relatividade estabilidade do capitalismo central, que vai do final da Segunda Guerra Mundial a meados dos anos setenta.

Apesar do fantasma da “guerra fria”, tal período de boom econômico produziu uma sensação social de “segurança”. A engrenagem anônima do ser social capitalista parecia funcionar sem crises e rupturas. O crescimento e a estabilidade econômica conduziu a uma maior complexificação social e ao aprofundamento da divisão social do trabalho. As necessidades do capital produziram um exército de tecnocratas, burocratas e uma lúmpen-intelectualidade que cresceu se submetendo às regras da acumulação, se caracterizando pelo conformismo, pela crença nos valores burocráticos e na pseudo-racionalidade dos fins imediatos do mercado. Assim, a ideologia de uma vida “segura e estável” sustentava-se na identidade entre personalidade individual e função desempenhada na divisão capitalista do trabalho. Eis o caldo de cultura para uma filosofia de funcionários do Estado, o estruturalismo, que está na mesma linha de continuidade do positivismo, pela sua negação da problemática ontológica, pela ausência de senso crítico e pelo formalismo, que busca descrever a superfície alienada da vida social. Daí o anti-humanismo e anti-historicismo das figuras mais representativas dessa manifestação de “miséria da razão” Claude Lévi-Strauss, Jacques Lacan, Louis Althusser, Roland Barthes e Michel Foucault: no mundo das estruturas não há lugar para subjetividade, individualidade autônoma ou atividade humana de produzir a história.

No entanto, um novo período de crise estrutural do capitalismo abriu-se no início dos anos setenta, com as dificuldades do processo de valorização do capital produzidas pela combinação de fatores econômicos, como o aumento da composição orgânica do capital e a queda da taxa de lucro, com fatores políticos, como o acirramento da luta de classes no período de 68/76 e os obstáculos crescentes à hegemonia norte-americana. Depois de décadas de relativa tranquilidade o capitalismo imperialista conheceu pela primeira vez, um tipo de situação imprevisível: baixas taxas de crescimento econômico, e altas taxas de inflação.

Apenas a ideologia neoliberal conseguia expressar as tendências do capital em crise: desemprego estrutural, hegemonia do capital financeiro, terceirização, recuo dos direitos sociais, mundialização da economia, instabilidade, acirramento das contradições político-sociais, aumento da concorrência interimperialista e disputas bélicas por áreas de influência.

Em sintonia com todo esse processo e como subproduto do neoliberalismo desenvolve-se uma nova forma de consciência social alienada:

“Por ser a ideologia da nova forma de acumulação do capital, o pós-modernismo relega à condição de mitos eurocêntricos totalitários os conceitos que fundaram e orientaram a modernidade: as ideias de racionalidade e universalidade, o contraponto entre necessidade e contingência, os problemas da relação entre subjetividade e objetividade, a história como dotada de sentido imanente, a diferença entre natureza e cultura etc. Em seu lugar, afirma a fragmentação como modo de ser da realidade; preza a superfície do aparecer social ou as imagens e sua velocidade espaço-temporal; recusa que a linguagem tenha sentido e interioridade para vê-la como construção, desconstrução e jogo de textos, tomando-a exatamente como o mercado de ações e moedas toma o capital; privilegia a subjetividade como intimidade emocional e narcísica, elegendo a esquizofrenia como paradigma do subjetivo, isto é, subjetividade fragmentada e dilacerada; define a filosofia, a ciência e a arte como narrativas, isto é, como elaborações imaginárias de discursos auto-referidos. Realiza três grandes inversões ideológicas: substitui a lógica da produção pela da circulação; substitui a lógica do trabalho pela da comunicação; e substitui a luta de classes pela lógica da satisfação-insatisfação imediata dos indivíduos no consumo” (CHAUÍ, 2001:22-23).

A partir dessa síntese do pensamento pós-moderno é possível notar os pontos de continuidade com irracionalismo moderno, isto é, a outra face do racionalismo instrumental. Primeiro, por expressar, dentro dos horizontes do homem burguês, uma postura diante da razão degradada pela lógica do capital, que de elemento de conhecimento e libertação, transforma-se em instrumento de contenção e de limitação do desenvolvimento integral e harmônico das capacidades humanas, ao condenar o homem a mero apêndice do processo de produção de mais-valia e de lucros. Segundo por partir de uma perspectiva alienada, fundada na mera subjetividade desligada da comunidade social, não conduzindo a nenhuma solução válida e sendo uma resposta alienada à alienação. Terceiro, o pensamento pós-moderno, combate a única solução possível para o dilema entre razão instrumental e não-razão: a perspectiva materialista e dialética.

Por isso, o pensamento pós-moderno faz uma apologia indireta da sociabilidade burguesa ao hipostasiar as características do capitalismo em crise em qualidades inerentes à própria existência humana. A coisificação das relações sociais sob a forma de imagens, o dilaceramento do indivíduo entre uma objetividade funcional inumana e uma subjetividade ensimesmada impotente, o fosso crescente entre o público formal e o privado sem sentido, a submissão à indústria cultural e ao consumismo, os limites impostos pela alienação a uma compreensão ontológica do real, o fetichismo da linguagem, a fragmentação imposta pelo mercado, compõem os adornos do intelectual “pós-moderno”. Sua diferença em relação ao seu predecessor “moderno” é que enquanto este se “angustiava” com a opressão invisível do capital, sem, contudo, combatê-la, e buscava uma autenticidade alienada em seus protestos individuais, nosso homem de néon, feliz em sua atomicidade e rebelde a todas as totalizações.

 

Referências bibliográficas

CHAUÍ, M. Escritos sobre a universidade.São Paulo: Editora UNESP, 2001.

 

COUTINHO, C. N. O estruturalismo e a miséria da razão. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.

 

LUKÁCS, G. El asalto a la razón. La trayectoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. 2ª ed. Barcelona: Grijalbo, 1976.

 

__________ Marx y el problema de la decadencia ideológica. México D. F.: Siglo Veintiuno Editores, 1986.

 

MARX, K. O capital. Crítica da economia política. Livro 1 – O processo de produção do capital, volume I. 11a ed. São Paulo: Difel, 1987.

 

MARX, K. & Engels, F. Manifesto comunista. Organização e introdução de Osvaldo Coggiola. São Paulo: Boitempo, 1998.

 

MERQUIOR, J. G. De Praga a Paris. O surgimento, a mudança e a dissolução da idéia estruturalista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.

 

 

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