O cristianismo primitivo segundo o marxismo clássico: um breve resumo

Raphael Botelho de Moura

Quando hoje falamos em “marxismo”, normalmente nos referimos a uma tradição teórica bem delineada.* Porém, nos indagar se o termo sempre foi compreendido assim ou não, pode ser um caminho para nos revelar sua história. Assim, o historiador Georges Haupt apontou que, na época em que Marx viveu, em geral, o termo “marxista”, quando usado, não se referia propriamente a um corpo doutrinário bem organizado. (HAUPT, in HOBSBAWN, 1979: p.349). Em meados do século XIX, por exemplo, tais termos serviam “mais para acusar Marx e seus partidários do que para definir-lhes as ideias” (HAUPT, ibid.). Porém na época da Segunda Internacional já podemos ver o termo ser usado como posição afirmativa, especialmente depois que é adotado oficialmente pelo Congresso de Erfurt do Sozialdemokratische Partei Deutschlands (S.P.D.), em 1891. Como ocorreu essa resignificação, de alcunha negativa a corpo ideológico positivo?

A historiografia sugere que a resposta possa ser encontrada no estudo do crescimento do movimento operário europeu de meados do XIX, terreno onde as ideias de Marx e Engels se difundiram, disputando influência com proposições rivais, na medida em que podemos observar a penetração e aceitação desse marxismo enquanto doutrina no escopo teórico que orientava a ação dos militantes desse movimento. O historiador inglês Perry Anderson liga essa aceitação a certa sistematização do marxismo que está em curso:

“(…) Engels produziu as primeiras exposições sistemáticas do materialismo histórico que converteram este numa força política popular na Europa e, na casa dos setenta anos, comandou o crescimento da Segunda Internacional, na qual o materialismo histórico se tornou a doutrina oficial dos principais partidos operários do continente.”(ANDERSON, 2004: 26)

Naturalmente, não são apenas os esforços intelectuais de Friedrich Engels (1820-1895) e outros intelectuais socialistas da época que autorizam o “marxismo” a se tornar hegemônico no movimento operário europeu, que “converteram este numa força política popular”. Porém, para nosso objetivo é importante notar que se cristalizam no bojo do movimento operário europeu do XIX aqueles que defendiam uma atividade política como forma de alcançar a “emancipação do proletariado”, instrumentalizados por essa ideologia já sistematizada, que acabaria por ser definida como marxismo.

Essa sistematização iniciada por Engels em livros como o Anti-Dühring, por exemplo, naturalmente, não podia dar respostas ao conjunto de questões circulantes. E foi “o grupo de teóricos da geração que sucedeu Marx e Engels” (ANDERSON, 2004: p.26), que Karl Kautsky (1854-1938), pode-se dizer, foi o membro mais profícuo, que tomou para si essa tarefa: a de sistematizar e desenvolver o pensamento de Marx e Engels de forma a constituir um sistema doutrinário global.

É neste contexto que esta tradição, chamada por Anderson de “Marxismo Clássico” produz suas primeiras obras históricas sobre a origem do cristianismo. Engels escreve em 1882 o artigo Bruno Bauer e o Início do Cristianismo, obra que reconstitui a produção de Bauer sobre a história do cristianismo, mas oferece suas próprias conclusões acerca do tema. Em seu último ano de vida (1895), publica Contribuição Para a História do Cristianismo Primitivo, seu mais importante artigo sobre a questão[1]. Rosa Luxemburgo (1871-1919) se dedicaria à questão em O Socialismo e as Igrejas (1905), em que reconstrói o itinerário que o cristianismo percorreu, de religião oprimida à religião oficialmente reconhecida pelo Império Romano. Kautsky posteriormente também abordaria a questão em 1908 com seu volumoso livro A Origem do Cristianismo.

Cristianismo, Religião, Igreja e afins sempre apareceram de certo modo na produção de Marx e Engels. Porém o centro dos trabalhos aqui abordados é o que seria hoje chamado de uma “história social” das primeiras comunidades cristãs, designadas genericamente aqui de cristianismo primitivo. Presumimos, assim, que o movimento de transformação do pensamento de Marx em doutrina sistemática tenha desafiado Engels – que no fim da vida se deu a tarefa de “divulgador” do marxismo – e seus discípulos a apresentarem também a formulação do marxismo sobre a história do cristianismo.

Duas características metodológicas podem ser destacadas nestes estudos. A primeira, é que é possível afirmar que elas já aplicam esse novo sistema de princípios denominado de marxismo. Segundo, é a incorporação das formulações da crítica bíblica neotestamentária alemã, tradição intelectual em que um variado número de eruditos empregou técnicas literárias para investigar os escritos do Novo Testamento, porém, abordadas do ponto de vista do materialismo-histórico (marxismo).

Isso fica mais evidente nas obras de Engels. Ele explicitamente afirma que, para construir sua visão acerca do cristianismo primitivo, se utiliza das formulações de Bruno Bauer (1809-1882), e Friedrich Strauss (1808- 1874). Acontece que ambos eram filósofos pós-hegelianos idealistas. Engels e Karl Marx (1818-1883) se propunham a superar o pensamento de Hegel sobre a disciplina histórica, a trazendo para o campo materialista da filosofia.

Resumidamente, podemos dizer que para realizar essa superação materialista, é de fundamental influência a filosofia de Ludwig A. Feuerbach (1804–1872). Em Hegel a ideia é a categoria fundante do devir histórico. A filosofia de Feuerbach inverte essa relação priorizando causas materiais (política, sociedade, etc.). Ela, no entanto, ainda era limitada, segundo Marx, pois ignorava que a ideia tanto brotava quanto também fazia parte deste mundo material. Porém, “o materialismo de Ludwig Feuerbach o possibilita a fazer a crítica ao idealismo de Hegel” (SANT’ANNA in MARX & ENGELS, 2005: p. 13.). Ao acoplar a percepção de religião de Feuerbach dando-lhe uma nova roupagem, agora chamada de materialista-histórica, Marx e Engels produziram uma nova forma de abordar a questão religiosa em seu ambiente social.

Quanto ao criticismo bíblico neotestamentário alemão, Engels utiliza as formulações de Bruno Bauer e Friedrich Strauss. Ambos os autores participaram do movimento intelectual que a historiografia designou de a “Primeira busca pelo Jesus Histórico” (CHEVITARESE & FUNARI, 2011: p. 41). A pesquisa já havia chegado à conclusão de que as narrativas do novo testamento não poderiam ser tratadas como literais. Strauss estudou a Teoria do mito religioso, que diz que a tradição sobre Jesus nos textos bíblicos, portanto, é revestida por mitos. Ou seja, “O a-histórico não se deve (…) a uma fraude deliberada, mas a um processo inconsciente de imaginação mítica” (THEISSEN & MERZ. 2011: p.22).

Acontece que esse sistema, embora divisor de águas, poderia ser aplicado à revelia, quase à totalidade das passagens, esterilizando a crítica bíblica. Assim Bauer, inicialmente straussiano, chegaria à conclusão que os evangelhos poderiam ter tido uma origem meramente literária. Ou melhor, eram criações literárias, mas que correspondiam a uma verdade história, porém não à história de seus personagens, e sim da comunidade que os criou. Ou seja, muitas vezes “um dogma da Igreja primitiva foi lançado na forma de um dito histórico de Jesus” (SCHWEITZER p. 184). Bauer havia, assim, estendido o ceticismo ao extremo chegando a questionar a possibilidade dessa personagem, Jesus, ter realmente existido, e se existiu, se há realmente, algum vestígio histórico dela no que se conhece por Novo Testamento.

Sobre o embate, Engels afirma que “a verdade situa-se entre estes extremos” (ENGELS, 1969: p.21), ainda que considere Bauer uma inovação frente a Strauss. Podemos dizer que as obras de Rosa Luxemburgo e de Karl Kautsky [2] são permeadas de preocupações cuja matriz teórica são as formulações de Engels, baseadas em Bauer e Strauss, a partir de mecanismos teóricos contidos em Feuerbach, Hegel e naturalmente, em Marx.

O ponto de partida de Engels é a definição de que a religião tem um início espontâneo, mas “através dos sacerdotes” passa a realizar um trabalho de “engano e falsificação histórica”. Este é o Engels tributário da filosofia de Feuerbach, onde a religião originalmente surge de questões internas do ser humano, da ordem psicológico-filosófica, existencial. No entanto, suas perpetuações através das instituições religiosas acabam por ter que falsificar a história a fim de apresentar uma formulação estanque e eterna quando, na verdade, os dogmas também são ideias produzidas tendo como base condições histórico-sociais específicas.

Ou seja, ao mesmo tempo em que a existência da religião não pode ser atribuída a uma fraude, nem à “revelação divina” – na medida em que já foi demonstrado por Hegel que a história não pode sobreviver sem ser por uma evolução racional, e que para Marx a base dessa “evolução racional” é a produção e reprodução da vida material –, como explicar “A religião que subjugou o Império Romano e dominou sem dúvida a maior parte da humanidade civilizada por 1.800 anos…” (ENGELS, 1882)? Naturalmente, só pode ter emergido com base a eventos sociais específicos. É o trabalho de demonstrar as condições históricas que fizeram emergir o cristianismo que Engels se dedica nestes artigos.

Assim, eles o inicia afirmando que o Império Romano, ao impor uma série de condições, em alguns casos por centenas de anos, aos povos que dominava, acabou por alterar drasticamente suas dinâmicas internas. Ou seja, as antigas religiões nacionais e tribais, dados característicos de cada povo, não podiam mais explicar a nova formatação concreta daquelas sociedades. A situação objetiva havia mudado: agora exigia novas representações religiosas, que dessem conta de significar a nova dinâmica social à que esses povos estavam sendo submetidos. As cerimônias das antigas religiões limitavam quem seriam seus adoradores. O cristianismo poderia se alçar à religião universal justamente por que: “… não possuía nenhuma formalidade distintiva (…) e dirigindo-se diretamente a todas as pessoas sem distinção, se tornou a primeira religião mundial possível” (ENGELS, 1882).

O texto de Engels tem um tom sintético, quase como uma apresentação para o estudo mais aprofundado, que ele apresentaria 13 anos depois, quando escreveu para a Die Neue Zeit[3] um artigo intitulado Contribuição para a História do Cristianismo Primitivo. Nele, primeiramente compara situações entre o cristianismo e o movimento operário, para depois, apontar princípios para o estudo do cristianismo primitivo. Assim, Engels apresenta sua tentativa de circular entre Bauer e Strauss: As primeiras sociedades cristãs eram seitas judaicas que produziram escritos influenciadas por elementos helênicos (ele frisa principalmente a escola de Fílon e Sêneca, que já haviam sido levantados por Bauer), e que em seu escopo filosófico continham elementos que propiciavam sua posterior elevação à condição de “religião universal”. Assim como o movimento operário moderno, o cristianismo originário era a filosofia dos oprimidos que lutavam contra a opressão do império. No entanto, podemos observar que o cristianismo, ao se dissociar completamente do judaísmo, se tornou a religião reconhecida oficialmente pelo império. Já que o cristianismo era o corpo filosófico em que se manifestara a luta contra a dominação de Roma, como explicar esta adaptação? Essa gradação é que será a preocupação de Rosa Luxemburgo.

Para Rosa, a Igreja Católica, se fosse coerente com sua filosofia, teria de apoiar o povo russo em sua luta contra a opressão do governo do Czar ao longo da revolução de 1905. Assim, busca a explicação dessa contradição na história da Igreja: No século I, a concentração de muitos indivíduos na cidade de Roma combinada com a impossibilidade de absorção desta massa pela dinâmica social da capital do império gerou um corpo social que era mantido pela caridade. Diferente dos proletários modernos que se mantém, e mantém toda sociedade, com o próprio trabalho, o império não dependia do “proletariado de Roma” para perpetuar a dinâmica social, pois o trabalho socialmente necessário era feito pelos escravos. Assim, suas aspirações, necessidades e revoltas podiam ser ignoradas e reprimidas pelas elites imperiais.

Portanto, no primeiro momento do cristianismo, a vida em comunhão de bens de consumo era a prática, e o clero se resumia a indivíduos da própria comunidade com a tarefa de organizar as celebrações, rituais, a vida religiosa. Num segundo momento, o cristianismo começou a abarcar pessoas ricas e, com a ampliação de sua base social, o clero também mudou. Especializou-se e começou a se separar da vida em comunidade: “em breve se guindaram a uma espécie de casta que governava o povo” (LUXEMBURGO, 1905). A tese fundamental de Luxemburgo, portanto, é que o cristianismo original era uma seita comunista, porém seus membros socializavam os bens de consumo, não os de produção. Assim, com a diversificação da base social da igreja, que passou a englobar ricos e pobres, este foi paulatinamente se aproximando das classes que dirigiam a sociedade. É no concílio de Nicéia que este processo de adaptação é coroado e a atual Igreja católica coaduna com a dominação da sociedade, subvertendo completamente o cristianismo original.

Karl Kautsky apresentou em 1908, por fim, a obra definitiva desta geração sobre o tema, A Origem do Cristianismo. Em mais de 500 páginas, podemos observar uma mescla de elementos presentes em Engels e em Luxemburgo. Dividido em quatro partes, o trabalho de Kautsky é uma obra recheada de referências aos principais historiadores do período e aos principais documentos da época. Na primeira parte o autor esclarece o trato com as fontes, informando que não há uma só sequer (segura) acerca da personalidade de Jesus, o que, no entanto, não comprometeria sua pesquisa, já que a influência de seu líder fundante sobre o movimento que se designa por cristianismo é mínima. Na segunda parte da obra vemos uma longa narrativa da vida sob o Império Romano, com o objetivo de demonstrar como o sistema imperial só podia existir e se reproduzir a partir da necessidade crescente e permanente de Roma por mais soldados e escravos. Na terceira parte da obra, Kautsky produz uma longa narrativa sobre a história da nação judaica. As migrações tribais semíticas desenvolveram um povo num local de diversas rotas de comércio. Isso o fez ligar-se profundamente a esta atividade. A necessidade de expansão dos impérios ao seu redor, porém, fez com que a principal cidade judaica, Jerusalém, fosse constantemente alvo de conquistas. Depois da invasão Babilônica, a ordem dos essênios praticava um comunismo de consumo e se deslocava para as cidades. O essenismo ofereceu a matriz da “nova atitude para com a vida surgida da transformação e desintegração social daquela era” (KAUTSKT, 2010: p. 310) em que o cristianismo se desenvolveria.

Finalmente na quarta e ultima parte do livro, o marxista alemão une todas as afirmações das partes anteriores para demonstrar como elas propiciaram o desenvolvimento do cristianismo. Sobre a base a qual as próprias comunidades judaicas já estavam desenvolvidas em diversas cidades ao longo do império, surge a conversão confessional cristã. Em Jerusalém, a vida essênia ofereceu ao cristianismo as bases para se desenvolver entre o proletariado judeu desassistido e mendicante. Na medida em que Jesus, um líder revoltoso, foi preso e morto, a crença na vida do messias nacional, salvador da nação judia oprimida foi se transformando em crença no messias crucificado. Ao longo dos três primeiros séculos da cristandade, os discípulos do cristo travaram uma feroz luta pela sua memória, e no final a versão triunfante foi a paulina, a do cristo da fé, e arredia ao judaísmo. Assim, o crescimento do cristianismo foi agregando gentios de todas as classes e, finalmente, com o advento dos sacerdotes, teria criado uma casta que coroou a adaptação da nova religião às possibilidades de existência dela sob o império, e finalmente fez seu clero ser cumplice da dominação de seu povo.

A obra de Kautsky apresenta, por tanto, grande similaridade com a de Luxemburgo. Ela também ilustra o “comunismo de consumo” com passagens do “Ato dos Apóstolos” e de diversos historiadores, aprofundando a discussão e problematizando passagens. Kautsky avança na busca pela origem desta pratica coletivista, que o autor encontra na ordem dos essênios.

Se Engels havia localizado as bases que permitiu ao cristianismo se realizar enquanto religião universal (as novas condições sociais sob o Império Romano), Kautsky foi mais longe, identificando aquelas bases enquanto um aspecto já presente no próprio judaísmo pós-desterro da Babilônia. No entanto, o judaísmo não pôde se generalizar devido ao forte sentimento nacional a que ainda era preso, e aos rituais, que ainda correspondiam às tradições mais antigas. No cristianismo, pelo contrário, a fração vitoriosa foi a gentia, que não tinha apreço pelos antigos rituais e podia se mesclar facilmente com elementos culturais locais. Em todos os três autores vemos o princípio delineado por Bauer, de que devemos encontrar a origem e a história do cristianismo não em seus dogmas, e sim na história da igreja. Porém, é possível encontrar dissimetrias entre Engels, de um lado, e Kautsky e Luxemburgo, do outro. Engels não categoriza claramente os primeiros cristãos como “comunistas”. Luxemburgo, diferentemente, afirma isto com todas as letras, apresentando uma concepção que seria depois também esposada por Kautsky. Também temos uma diferença latente na caracterização quanto ao grupo social em que o cristianismo se desenvolveu. Engels diz que o cristianismo foi a “religião dos escravos e oprimidos”; Luxemburgo e Kautsky, diferentemente, localizam o foco do cristianismo no proletariado desassistido das cidades do Império Romano, em especial de Jerusalém. Konder também identifica essa dissimetria: “Kautsky diverge (…) da caracterização engelsiana do cristianismo como um movimento vinculado aos anseios dos escravos, afirmando que a religião cristã ‘nada fez por eles'” (KONDER. 1969: p. 67).

É também interessante notar que somente Kautsky afirma expressamente que crê que um personagem histórico, um Jesus Histórico, tenha servido de inspiração para toda mitologia cristã. Engels e Luxemburgo não entram nesta questão. Assim, podemos concluir que a história que os principais teóricos do marxismo clássico fazem do cristianismo primitivo é permeada de admiração e repulsa. Ao mesmo tempo em que suscita admiração destes revolucionários a luta em que os cristãos travaram contra a opressão romana, não hesitam em condenar a adaptação a que suas instituições se submeteram, ao se tornarem cumplices da dominação e opressão. A história do cristianismo para os marxistas é a história da igreja, e de como povos oprimidos produziram um movimento fantástico, que se voltou contra eles próprios. Nas palavras de Kautsky, “César e Napoleão também tiveram sua origem em vitórias da democracia”.

Referências bibliográficas

ANDERSON, Perry. Considerações Sobre o Marxismo Ocidental. São Paulo: Boitempo, 2004.

CHEVITARESE, André L; FUNARI, Pedro Paulo A. Jesus Histórico. Uma brevíssima

Introdução. – Rio de Janeiro: Klíne, 2012;

ENGELS, Friedrich. Bruno Bauer e o Início do Cristianismo. <http://www.marxists.org

/portugues/marx/1882/05/11.htm>. Acessado em 27/01/2013.

________________; O Cristianismo Primitivo. Rio de Janeiro: Laemmert, 1969.

________________; MARX, Karl; A Ideologia Alemã. São Paulo: Martin Claret, 2005.

HOBSBAWM, Eric (org.). História do Marxismo I: O Marxismo no Tempo de Marx. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1979.

________________. História do Marxismo II: O Marxismo na Época da Segunda

Internacional. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1982.

KAUTSKY, Karl. A Origem do Cristianismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

LUXEMBURGO, Rosa. El Socialismo y las Iglesias. Revista Marxismo Vivo, Nueva época, Nº2. Ano 2011.

MARX, Karl; Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2005.

SCHWEITZER, Albert. A Busca do Jesus Histórico. São Paulo: Novo Século, 2003.

THEISSEN, Gerd; MERZ, Annette. O Jesus Histórico: Um Manual. São Paulo: Loyola, 2002.



* – Artigo originalmente apresentado no XVI Encontro Regional de História da Anpuh-Rio “Saberes e Práticas Científicas” e que, por sua vez, é um resumo da Monografia do autor submetida ao corpo docente do Instituto de História da U.F.R.J., como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Bacharel.

[1] O artigo foi publicado em duas partes entre os anos de 1894 e 1895. Leandro Konder diz que sobre as origens do cristianismo “Engels lhe dedicou três artigos e lhe fez referências de passagem em textos dedicados à outros problemas”. Não fica claro se os três artigos a que Konder se refere são as duas partes de Contribuição Para a História do Cristianismo Primitivo mais Bruno Bauer e o início do cristianismo ou se há um terceiro artigo sobre esta questão. (KONDER In ENGELS, 1969: p.66).

[2] Luxemburgo não cita Bauer. Kautsky chega a ilustrar algumas de suas afirmações com alguns dos estudos de Bauer, mas não o reivindica teórica e metodologicamente como faz Engels.

 

[3] O Novo Tempo. Revista teórica do Sozialdemokratische Partei Deutschlands (S.P.D.) ou Partido Social-Democrata da Alemanha. Como já dito, o artigo foi publicado em duas partes entre 1894 e 1895. Cf. ENGELS, 1969.

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