Meu amigo Otto Brokkes: Chile, Portugal, Angola

Enio Bucchioni

Chile, 1973

Éramos apenas cinco, entre os quais Otto Brokes. Dezembro de 1973, Estádio Nacional. Centenas de prisioneiros brasileiros já haviam saído daquela prisão em céu aberto em que se transformara o principal campo de futebol do Chile, com capacidade para 77 mil pessoas. Nos dias e semanas posteriores ao golpe, o Estádio ficou repleto de detidos,com cerca de mil estrangeiros, todos exilados, das mais diversas nacionalidades.  Os latino-americanos tinham sido expulsos para diversos países europeus, com exceção de Portugal e Espanha, ainda sob as ferozes ditaduras de Salazar e Franco. Nenhum país sul-americano se dispôs a aceitá-los. Nós, os cinco, contínhamos, em nossas fichas individuais, a chancela de “à disposição da Justiça Militar” de Pinochet. O golpe havia assassinado dezenas de milhares de militantes ou simpatizantes de esquerda. Nunca se soube ao certo, se 30 mil, 40 mil pessoas ou mais, entre os quais vários amigos, como Túlio Quintiliano e Vânio Mattos.

O momento pior já havia passado. Assim pensávamos Otto e eu. A matança indiscriminada tinha sido logo após os primeiros dias e semanas após 11 de setembro, o dia do golpe. Também havia saído do Estádio a polícia brasileira, enviada pelo governo Médici para interrogar os exilados brasileiros detidos e transmitir know-how de tortura à repressão chilena. Em pouco tempo houve um  movimento internacional de solidariedade aos presos políticos. Ponderávamos que não mais nos matariam, pois nossos nomes já faziam parte da Cruz Vermelha e dos mais diversos organismos de direitos humanos do mundo civilizado. Tínhamos dúvidas se ficaríamos detidos, cumprindo pena, em prisões normais ou se também seríamos expulsos para Europa, o que de fato acabou acontecendo, em vésperas do Natal.

Otto devia ter uns 32 anos, sete a mais que eu. Era de baixa estatura, um 1,65 metro o, se tanto. Descendente de família alemã, tinha pele bem branca, cabelo ruivo e com muitas sardas espalhadas ao longo do corpo. De longe poderia ser confundido com um albino. Era médico pediatra, formado na Universidade Federal de Goiás, creio. Em seus momentos de folga, atendia as crianças e os recém-nascidos da imensa colônia brasileira exilada. As crianças o adoravam, inclusive minha filha mais velha, nascida em Santiago. Era muito carinhoso com seus pacientes, além de ser extremamente bem-humorado. Brincava com elas como se fosse uma delas. Éramos quase vizinhos. Otto,quando no Brasil, foi militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), uma das várias cisões do antigo Partido Comunista Brasileiro e participante da luta armada contra a ditadura imposta em 1964. A bem da verdade, poucas vezes conversei sobre política com ele, já que desde o Brasil sempre achei errado o método guerrilheiro.

Eu vinha da antiga Ação Popular, uma organização que, apesar de sua debilidade e confusão teórica, via nas massas o motor da história. No Chile participei da construção do pequeno grupo de exilados chamado Ponto de Partida, posteriormente inclinado ao trotskismo. Além disso, Otto tinha o perfil de um homem de ação e, como a maioria dos militantes da época, nossa formação teórica e política era quase rudimentar. Ao ser preso no Chile pelo exército de Pinochet, foram encontradas armas e munições em sua casa. Foi arrastado pelos braços e pelos cabelos ao ser levado para uma viatura militar. Todos nós esperávamos pela resistência organizada contra o golpe de Pinochet, o que nunca veio a acontecer. Os dois maiores partidos de esquerda do Chile, o Partido Socialista e o Partido Comunista tinham, somados, cerca de 600 mil militantes, num país de apenas 10 milhões de habitantes foram derrotados sem luta. A resistência foi pontual e espontânea e o massacre da burguesia através das suas Forças Armadas foi, como sempre na história, impiedoso e cruel.

 Portugal, 1975

Nosso reencontro deu-se em Lisboa, em 1975. Otto havia sido expulso para a Alemanha, por sua origem, e eu para a França. Apesar de meus bisavôs serem italianos, a Itália quase não abrigou nenhum refugiado político vindo do Chile. Alemanha e França viviam um período de relativa calmaria política. Assim sendo, nada mais natural que Portugal fosse o país ideal para retomarmos nossas conversas, pois em 25 de Abril de 1974 tinha caído uma das ditaduras mais antigas do mundo, o salazarismo. Um processo revolucionário abriu-se neste país, turbinada pela luta das antigas colônias portuguesas na África pela independência nacional e pela fratura – e derrota – do exército português a partir de Angola, Moçambique e Guiné – Bissau.

Fiquei na casa de Otto em Lisboa durante algumas semanas até conseguir trabalho como professor de Matemática no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Tal qual o Chile de Allende, nos deparamos com um país em convulsão social e política. A questão a ser equacionada e resolvida era o destino de Portugal após 50 anos de ditadura. Socialismo? Capitalismo com democracia-burguesa?  Outra vez os principais partidos de esquerda eram o PC e o PS, só que este último com predominância quase total dos social-democratas, enquanto no Chile estes formavam uma ala direitista minoritária no interior do Partido. A grande novidade para todos nós era que à testa do novo governo português estava o Movimento das Forças Armadas (MFA) formado, em sua imensa maioria, por jovens oficiais contrários a dominação lusitana em África.

Fatos desconcertantes e raríssimos aconteceram em Portugal nesta época. Em determinada ocasião o governo se declarou em greve, argumentando que estava praticamente impossível governar o país. Uma das páginas mais lidas dos jornais diários eram as colunas que noticiavam os inúmeros eventos de protestos e as diversas passeatas que iriam ocorrer naquele dia. O leitor, obviamente, poderia participar daquilo que lhe fosse mais atraente. Otto e eu tomamos decisões distintas. Optei por ficar em Lisboa e participar ativamente do processo em curso, militando num pequeno agrupamento trotskista, recém-formado, o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT). Otto optou por ir à África e lutar ao lado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Conscientemente, éramos internacionalistas. Aspirávamos por um mundo melhor, socialista, livre da exploração e das desigualdades sociais. Dada a distância e a ferocidade da ditadura no Brasil, o que impossibilitava nossa atuação direta, Chile, Portugal e Angola constituíam ,digamos, nossos cursos de aprendizado prático e teórico no que se refere à revolução socialista de âmbito mundial. No entanto, com uma diferença básica. Na noite do dia 11 de setembro de 1973, dia do golpe no Chile, ao saber que não haveria resistência alguma, decidi entrar para a Quarta Internacional. Otto, não. Continuou sendo um internacionalista empírico, um homem apenas de ação, sem se aprofundar no exame das diversas e antagônicas correntes que reivindicavam o Socialismo em escala mundial. A intenção de Otto era ajudar as revoluções, naquilo que lhe era possível.

Angola,1976

Otto foi parar na fronteira de Angola com o Zaire, atualmente República Popular do Congo, como médico de guerra, ao lado dos combatentes do MPLA. Era o único homem branco na região. Vários outros brasileiros exilados foram para as ex-colônias portuguesa da África após a independência, ajudando na reconstrução destes países. Vários amigos meus foram para lá lecionar, como Lúcia Bahiana, professora de história, irmã do conhecido cantor e compositor Tom Zé, que se dirigiu à Moçambique. Minha filha mais velha,então com seis anos, também foi para este país, com sua mãe, socióloga formada na França. A África negra era carente de profissionais qualificados, pois os brancos portugueses retornaram a seu país de origem, dando lugar a muitos quadros de esquerda dos mais diferentes países. Para se ter idéia, conforme me relatou Lúcia Bahiana, não havia um só livro de história escrito contando a real história da Moçambique negra. Apenas livros escritos pelos colonizadores brancos portugueses que retratavam apenas a dominação lusitana.

Angola tinha se tornado independente em 11 de novembro de 1975, após a retirada de Portugal e seu exército colonial. O MPLA que controlava a capital, Luanda, proclamou a Independência da República Popular de Angola pela voz do seu presidente Agostinho Neto. No entanto, estourava a guerra civil entre o MPLA  e as outras duas organizações guerrilheiras do FNLA e da UNITA, estas claramente pró-ocidentais, e com ajuda dos exércitos da África do Sul, país então mundialmente conhecido e repudiado pela segregação racial, o apartheid, e do Zaire.  Neste contexto, com a ajuda e aprovação da antiga União Soviética, o governo cubano enviou  cerca de 60 mil pessoas para Angola, entre militares, majoritariamente, e civis.

O MPLA foi um movimento, uma frente de luta pela independência de Angola e se transformou num partido político após a Independência deste país. A versão oficial refere a fundação do movimento em 1956, mas a data não é pacífica, havendo  polêmica entre duas correntes históricas: uma que defende a data oficial e outra que aponta 1961 como data real da fundação do MPLA. Entre os finais dos anos de 1950, princípios de 1960 agrupou as principais figuras do nacionalismo angolano, entre estudantes no exterior, sobretudo em Portugal – e lutadores contra o colonialismo que fugiam do interior de Angola. As várias correntes internas do MPLA se viram diante de um extremo desafio histórico: reconstuir o país, agora independente, com uma insuficiência total de quadros africanos para tal fim, com uma guerra civil em curso e com a presença de exércitos inimigos do Zaire e da África do Sul. Mais ainda, responder à seguinte questão: qual o rumo histórico que o país deveria tomar. Ir na direção do Socalismo?. Desenvolver apenas o Capitalismo com tons mais democráticos, como numa social-democracia? Enfim, em que rumo governar, com quem governar, quais os objetivos imediatos e históricos em jogo?

O homem forte de Angola era Agostinho Neto, um dos fundadores  e presidente  do movimento nacionalista MPLA. Médico, formado em Portugal, por várias vezes esteve nas prisões salazaristas. Viveu por muitos anos no exílio, só retornando ao seu país na época da proclamação da Independência, em 1975. Nito Alves era considerado por muitos como o segundo homem na hierarqua do MPLA, onde militou desde 1961. Diferentemente de Agostinho Neto, Alves participou diretamente dos combates armados, das guerrilhas contra a dominação colonial. Quando caiu o regime salazarista, era o líder político e militar do MPLA na região dos Dembos, a nordeste da capital Luanda. Era então o líder do MPLA nos muceques, versão africana de nossas favelas, onde, então, organizou os comitês chamados de “Poder Popular” que lutaram primeiro contra os portugueses brancos e depois expulsaram a FNLA da região. No primeiro governo independente de Angola, Nito Alves foi nomeado Ministro do Interior. Um ano depois, por divergências com Agostinho Neto , foi expulso do seu ministério , sendo declarado “fracionalista”. Continuou, no entanto, no Comitê Central do MPLA, sofrendo um inquérito para se verificar a questão do fracionalismo no interior da corrente chamada de “nitista”. Esta corrente era muito forte. Abrigava vários membros do Comitê Central do MPLA, entre os quais José Van Dunem, comissário político das Forças Armadas Angolanas. Em 20 e 21 de maio de 1977, o Comitê Central expulsou Nito Alves e José Van Dunen, no clássico modelo stalinista de eliminar as diferenças de opinião. Segundo alguns historiadores, havia que eliminar os “nitistas”para evitar que chegassem ao Congresso do MPLA, anunciado para fns de 1977, porque existia o sério risco de que eles conquistassem os principais lugares da direção deste Partido.

Angola, 27 de maio de 1977

Neste dia a corrente nitista liderou uma manifestação para protestar contra o rumo  que o MPLA estava tomando. Na versão oficial, escrita pelos vencedores, “houve uma tentativa de golpe de Estado por parte dos fracionalistas, cujos principais cérebros foram Nito alves e José Van Dunen”. O que se sabe é que houve uma rebelião popular através dos muceques de Luanda, com uma participação muito forte da população. Os “nitistas” tomaram vários pontos estratégicos de Luanda, inclusive a Rádio Nacional de Angola. Brasileiros exilados que estavam neste dia em Angola me disseram que, de fato, o poder estava nas mãos da corrente de Nito Alves, dado o apoio que tinham da população. Há historiadores que acreditam que esta tenttiva de Nito Alves tinha o apoio da antiga União Soviética e seria um “golpe pró-soviético”. Outros afirmam que seria uma “armação” para eliminar de vez, fisicamente, a corrente nitista.

A decisão final do conlito  ficaria para os dezenas de militares cubanos que possuiam os tanques e as armas mais modernas de combate. Em síntese, as chaves do poder em Angola ficaram nas mãos de Fidel Castro, do governo cubano e de suas tropas em Angola. As tropas cubanas ficaram imóveis em 27 de maio de 1977 esperando a ordem de Fidel. E ela veio: eliminar os “nitistas” para sempre! Os tanques cubanos retomaram a Rádio Nacional de Angola e guardaram os prédios públicos. Com o poder governamental precriamente restabelecido em Luanda, foi imposto um toque de recolher obrigatório, desde o nascer até o pôr do sol, com barreiras de rua por toda a cidade.

Resultado do operativo cubano: dezenas de milhares de mortos, chegando-se até mesmo a falar em 80 mil pessoas. O número de militantes do MPLA  baixou de 110 mil para 32 mil. O Comitê Central do MPLA foi reduzido a um terço, sendo três assassinados imediatamente, entre eles Nito Alves, José Van Dunen e sua mulher Sita Valles, ex-dirigente da União dos Estudantes Comunistas, ligada ao PC português; cinco executados posteriormente e dois supensos por não terem revelado o seu conhecimento prévio das intenções dos sublevados. Além disso, antes de Angola estruturar sua própria força repressiva, os cubanos é que torturavam diretamente os angolanos. Os números acima são brutais e expressam diretamente a força que a corrente nitista tinha no seio do MPLA.

Não era, no entanto, a primeira vez que o governo cubano dava sinal verde às tropas repressoras e impunha a ditadura do pensamento único. Dez anos antes, em 1967, Fidel Castro apoiara a invasão dos tanques soviéticos na antiga Tchecoslováquia, calando, prendendo e massacrando a ala do PC tcheco que, com a aprovação da imensa maioria da população, queria fazer a experiência do socialismo com democracia, conhecido como a Primavera de Praga, e distinta do modelo stalinista da URSS, do Leste europeu e de Cuba. Lembro-me que eu tinha 19 anos nesta época e a partir deste episódo comecei a buscar respostas às minhas indagações em Leon Trotsky.

Novamente Lisboa, 1978/1979

Em 21 de maio de 1977 eu estava em Lisboa e fiquei estarrecido com as notícias vindas de Angola. “Exército cubano massacra população civil em Angola”, era a informação em todos os meios de comunicação. Lembrei-me do meu  amigo Otto Brokes. Onde estaria? Vivo? Morto? Que tipo de ligação política ele teria feito, se é que o fez, com o MPLA? Sua relação era com  Agostinho Neto ou com  Nito Alves?

Durante a guerra colonial, sempre fiquei solidário ao MPLA na medida em que este combatia a dominação portuguesa. Sabia que era um movimento nacionalista, abrigando em seu seio as mais diversas correntes políticas. Não tinha nenhuma simpatia por nenhuma delas, já que em seu arco-íris havia quem fosse próximo dos soviéticos, dos chineses, da social-democracia e dos cubanos. Na época, o meu ideal de socialismo nada tinha a ver com qualquer destas correntes.

Minha preocupação, no entanto, aumentava na medida que chegavam informações de prisões de militantes estangeiros  em Angola,  sendo vários portugueses ligados ao Partido Comunista. Através de amigos, fiquei sabendo da prisão de Otto. Disseram-me que um outro médico brasileiro exilado, o David Lerer, ex-deputado cassado pelo AI-5 aqui no Brasil, com ligações com o Partido Comunista, fora preso em Luanda por ter relações políticas com os nitistas. Ele era amigo de Otto. Mais ainda, dentro da casa aonde Lerer morava foram encontradas correspondências entre os dois. Da fronteira com o Zaire, Otto foi parar na prisão do MPLA e dos cubanos. Como no Chile de Pinochet, Otto foi expulso de Angola. Na saída, no aeroporto, com destino a Lisboa, em seu passaporte foi carimbado: “Agente do Imperialismo”. Isso aconteceu com muitos outros combatentes estrangeiros do MPLA. Até mesmo a corrente nitista foi acusada como contrarrevolucionária, golpista e tantos outros adjetivos. O MPLA dos vencedores, ou seja, de Agostinho Neto e dos cubanos, revivia os famosos Processos de Moscou, onde o stalinismo assassinou toda uma geração que fez a Revolução Russa de 1917, taxando-os de contrarevolucionários a serviço do imperialismo.

Não me recordo quanto tempo, quantas semanas Otto permaneceu preso. Lembro-me apenas do nosso reencontro. Novamente éramos quase vizinhos em Lisboa. Ele estava completamente abatido, desanimado. Quase não saia de casa. Assim ficou durante um bom tempo. Mantinha-se em profundo silêncio. Aos poucos readquiriu forças físicas e mentais, voltando a trabalhar como médico num hospital de Lisboa. Era como poderia ser útil, ajudar a humanidade naquele momento.

Otto parou de ter militância política ativa. Transformou-se num socialista independente. Em uma das nossas últimas conversas, ele chegou à conclusão que socialismo sem democracia para os militantes e para os trabalhadores não seria socialismo. Também concluira sobre a possibilidade de haver mais de um partido de trabalhadores numa sociedade socialista.

Quando soou a época da Anistia polítca no Brasil, em fins dos anos 1970, tomamos novamente decisões opostas. Decidi voltar e participar ativamente da luta de classes em nosso país, enquanto Otto optou pela pediatria, pelo contato, pelos cuidados e pelo amor para com as crianças.Entendi perfeitamente os motivos da opção dele. A pior humilhação, a imensa depressão para um militante é quando é escorraçado, injuriado, difamado  e atacado pelos seus próprios “companheiros”, por aqueles com quem tinha trabalhado e militado anteriormente.

Até hoje Otto é um brilhante médico em Lisboa. Ele me visitou rapidamente em 1990, quando eu morava no ABC paulista, em Diadema. Estava muito bem fisica e mentalmente. Disse-me que ficaria em Lisboa para sempre, pois agora tinha mulher e filhos para criar. Reafirmou ser um socalista independente e sua utilidade social se dava no campo da medicina.

Quanto à Angola , os cubanos e  o MPLA, a história lhes reservou um triste desfecho. Angola transformou-se, digamos, de afro-stalinista a capitalista selvagem. Num processo similar ao da antiga União Soviética, do Leste Europeu e da China, o capitalismo se desenvolveu nas entranhas do Estado, através de uma ditadura feroz, onde os membros e grupos da burocracia dominante foram se apossando dos bens e riquezas sociais, transformando-se em prósperos e emergentes capitalistas, estes sim, verdadeiros e reais agentes ou sócios do imperialismo.

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