Betto della Santa

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Breve Mensagem aos Curingas e Não-Curingas: «De Brecht a Boal», Ou Em Busca De Um Teatro Épico e Dialético

9 de dezembro de 2015

Por Iná Camargo Costa(*) (*)Com Simone Do Prado, Valerio Arcary e Betto della Santa, sim, por que nós os socialistas marxistas preferimos jogar em equipes. Para Cecilia Thumim Boal, com carinho e admiração, e a toda a equipe do Instituto Augusto Boal, em respeito e solidariedade. Nota de Esclarecimento do Blog CONVERGÊNCIA: O “Sistema-Curinga” foi uma inovação estético-política de Augusto Boal no Teatro de Arena que, na invenção do Teatro do Oprimido, iria desempenhar um [...]

O «espectro da autodeterminação» 2: o que se pode saber e mudar o mundo

4 de dezembro de 2015

Betto della Santa | Ou o «espectro da autodeterminação» no marxismo-mundo de Perry Anderson* (2 de 3) “A história não faz nada, ‘não possui uma riqueza imensa’, ‘não dá combates’, é o homem, o homem real e vivo, quem faz tudo isso e realiza os combates, estejamos seguros de que não é a história que se serve do homem como de um meio para atingir – como se ela fosse um personagem em particular – a seus próprios fins; ela não é mais que a atividade do homem que [...]

Que horas são em «Que Horas Ela Volta?» | Cultura e Política • 2015

11 de outubro de 2015

Betto della Santa | «Que Horas Ela Volta?» (QHEV), filme de Anna Muylaert – escalado pelo MinC para representar o Brasil no Oscar 2016 –, se impôs à agenda do debate sobre cultura e política no país. Por uma série de razões e sentidos, que escapam a esquemas unilaterais e explicações fáceis, o longa-metragem conquistou um lugar entre as audiências mais amplas, a crítica de arte e o próprio aparelho cinematográfico. Dificilmente se perfila a interpretações apressadas — [...]

O «espectro da autodeterminação» 1: o que se deve fazer e mudar o mundo

31 de agosto de 2015

Betto della Santa | Ou o «espectro da autodeterminação» no marxismo-mundo de Perry Anderson* (1 de 3) “Ensina uma antiga sabedoria grega que Zeus enviara a Pandora para castigar Prometeus, o qual teria roubado o fogo para ofertar vida aos seres humanos. Tendo, por isso, contrariado os desígnios dos deuses do Olimpo – e desafiado as teias do destino –, fora condenado a sofrer todas as maldições mais atrozes, até que Zeus, tomado de piedade, decidiu fechar a Caixa de Pandora, [...]

A Debacle Grega

25 de julho de 2015

Autoria: Perry Anderson Tradução: Betto della Santa Revisão: Raquel Varela A crise grega provocou um previsível misto de indignação e autocongratulação na Europa, alternadamente lamentando-se a dureza do acordo imposto em Atenas ou comemorando-se a sua permanência de última hora dentro da ‘família europeia’, ou as duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é tão superficial quanto a última. Numa análise  não há  lugar para nenhuma delas. Que a Alemanha é mais uma vez a [...]

O ‘modernismo reacionário’ brasileiro, a moderna tradição neoconservadora? (Ou Michael Löwy x João P. Coutinho)

30 de junho de 2015

Betto della Santa “O Brasil não é um país para principiantes.” Antônio Carlos de Almeida Jobim ou, tão-simplesmente, Tom Jobim (Rio de Janeiro, 25/Jan./1927 — Nova Iorque, 8/Dez./1994), dispensa a maiores apresentações. O enunciado formal –que ora lhe é tributado– atesta que o compositor e musicista não só foi responsável por momentos significativos da cultura brasileira, no âmbito da canção popular, como também se esmerou em reelaborar uma espécie de sentimento [...]

Tanto Mar (ou para a história do povo na revolução portuguesa • 1974-1975)

10 de junho de 2015

Betto della Santa | «Foi bonita a festa pá/ Fiquei contente/ Manda novamente/ Algum cheirinho d’Alecrim.» (Francisco Buarque de Hollanda apud Raquel Varela) Advertência*: O texto que segue não é uma típica resenha. Trata-se de alento com bocadinho mais de fôlego. Como na canção de Lenine pedimos um pouco mais de paciência. [*Assista ao video de Booktrailer do livro com depoimentos gravados de historiadores sociais como Valério Arcary, Marcelo Badaró, Marcel van deer [...]

«O Irmão Alemão» de Chico Buarque: a irmandade germana da coordenada de convicções e do mapa de afetos (*)

15 de abril de 2015

Betto della Santa|  I. Nem tudo o que aparenta ser, é. Chico Buarque não é Ciccio. Não tem a menor pretensão de lançar mão de ardis narrativos, estratégias intertextuais de despiste e, menos que menos, intenciona demarcar terreno em campo desmetafórico que não seja o do Politheama.[1] O que é estranho torna-se, nada obstante, familiar. Há ali certo modo de contar estórias. Quiçá um estilo de escrita, por assim dizer, como num empréstimo não-consignado (de matéria-viva a [...]

Pessimismo da razão, otimismo da vontade: notas para um aforisma pré-gramsciano

18 de março de 2015

Betto della Santa Para Edmundo, com saudades.  “A esperança é a alegria inconstante nascida da ideia de coisa futura ou passada de cujo desenlace duvidamos em certa medida. O medo é a tristeza inconstante nascida da ideia de coisa passada ou futura de cujo desenlace duvidamos em certa medida. Segue dessas definições que não há esperança sem medo e nem medo sem esperança. (…). Quem está suspenso na esperança – duvida do possível desenlace –, teme enquanto espera, quem [...]

Mangabeira Unger: da política de ideias à ideia de política

27 de fevereiro de 2015

Betto della Santa “Quem não sabe contra quem luta não pode vencer.” (sabedoria milenar chinesa apud Valerio Arcary.)  Ao dia 5 de fevereiro Roberto Mangabeira Unger foi oficialmente empossado ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do novo Governo Dilma. Algumas palavras sobre o que fez Marcelo Néri, à frente do Ipea e da SAE, responsável pelo “conceito-chave de nova classe média no Brasil”, e mais outras tantas sobre o que deverá fazer o novo ministro, a [...]
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